Com a ampliação fantástica do poder da tecnologia, os vídeo-games enriquecem sua inserção principalmente na classe média e conquistam não só as novas gerações, mas também continuam seduzindo os “viciadinhos” em games, que, mesmo na faixa dos 25 anos, continuam dedicando algumas horas do seu dia para jogar.
É o caso de Rodrigo Maciel, que transformou a paixão em profissão. Já graduado, ele pesquisa em um projeto de Mestrado a importância histórica do Mário Bros, um dos personagens mais famosos da trajetória da Nintendo, para ele a mais importante produtora de games do mundo. De acordo com Maciel, houve uma mudança no mercado desse passa-tempo, que cada vez mais pode servir como uma realidade paralela. “As empresas criaram os jogos de rede, como o Word of Warcraft, no qual é possível ter um “avatar” e viver coisas ali dentro, de forma que o console se torna um ambiente de troca social, aonde é possível realizar conquistas, iniciar e manter relacionamentos”, explica. O “player” comunica-se através de fones e microfones, além de um software auxiliar, similar a um msn dentro do jogo e, é claro, há a interação através da interface do jogo. É possível ouvir pessoas falando em inglês, português e com sotaques de diversas partes do Brasil. O acesso ocorre somente pela internet e é necessária uma assinatura que custa em torno de 17 Dólares por mês, o que leva a crer que este jogo é, pelo menos do Brasil, voltado para a classe média.
Segundo Rodrigo, o mercado mudou. Hoje em dia, há a busca de atingir um público muito mais amplo, incentivando os que começaram com os games há 15 ou 20 anos atrás para que a plataforma continue gerando desafios tão estimulantes quanto quando tinha 4 ou 5 anos, idade que muita gente que hoje está na faixa dos 25 começou. Gilberto da Silva, estudante de Engenharia da Computação na capital, é um deles. Diariamente ele passa em torno de três a seis horas em frente ao computador inserido no WOW (iniciais de Word of Warcraft). “Tu estás na Aliança ou da Orda? Que horas vai ‘heidar’? Quais são suas ‘Guildas’ favoritas? Conseguiu baixar o ‘adon’? Completou a ‘Quest’?” Essas são as frases ouvidas ao observá-lo jogar. Isso por que o jogo possui uma linguagem própria e é todo em inglês, o que faz com que, a primeira vista, seja bem complicado para um leigo compreender uma frase sequer.
Através da manutenção periódica da equipe de criação, o WOW possibilita que Gilberto, que está entre os mais avançados , tenha sempre novos desafios ou tarefas (quests) para se divertir. Ele enfrenta os chefões mais fortes, nos quais a complexidade dos ataques é muito elevada. “O jogo é difícil. Tem toda uma matemática envolvida em cada luta”, explica, tentando mostrar à repórter que cada um cumpre com a sua função de maneira minusciosamente pensada para que se consiga vencer. De qualquer forma, fica claro que as batalhas são levadas a sério por pelo menos 15 pessoas que jogam simultaneamente na mesma “guilda” (grupo), com um mesmo objetivo. A maioria tem entre 17 e 30 anos. As empresas do ramo estão começando a investir em intervenções comerciais nessas plataformas, colocando produtos a venda dentro das redes. Elas já estão sabendo que não estão lidando apenas com uma distração inocente.
Sites das maiores guildas (grupos de jogadores)
http://www.encidia.com
http://www.catalyst-guild.org
Site da perspectiva de uma menina sobre o jogo (um dos poucos em português)
http://www.wowgirl.com.br
Oficial
http://www.worldofwarcraft.com
Empresa que faz o jogo:
http://www.blizzard.com
Abaixo, algumas imagens do Avatar de Gilberto e da sua namorada, Samantha, os dois se encontram através da rede.