quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Só um brinquedo?







Com a ampliação fantástica do poder da tecnologia, os vídeo-games enriquecem sua inserção principalmente na classe média e conquistam não só as novas gerações, mas também continuam seduzindo os “viciadinhos” em games, que, mesmo na faixa dos 25 anos, continuam dedicando algumas horas do seu dia para jogar.

É o caso de Rodrigo Maciel, que transformou a paixão em profissão. Já graduado, ele pesquisa em um projeto de Mestrado a importância histórica do Mário Bros, um dos personagens mais famosos da trajetória da Nintendo, para ele a mais importante produtora de games do mundo. De acordo com Maciel, houve uma mudança no mercado desse passa-tempo, que cada vez mais pode servir como uma realidade paralela. “As empresas criaram os jogos de rede, como o Word of Warcraft, no qual é possível ter um “avatar” e viver coisas ali dentro, de forma que o console se torna um ambiente de troca social, aonde é possível realizar conquistas, iniciar e manter relacionamentos”, explica. O “player” comunica-se através de fones e microfones, além de um software auxiliar, similar a um msn dentro do jogo e, é claro, há a interação através da interface do jogo. É possível ouvir pessoas falando em inglês, português e com sotaques de diversas partes do Brasil. O acesso ocorre somente pela internet e é necessária uma assinatura que custa em torno de 17 Dólares por mês, o que leva a crer que este jogo é, pelo menos do Brasil, voltado para a classe média.

Segundo Rodrigo, o mercado mudou. Hoje em dia, há a busca de atingir um público muito mais amplo, incentivando os que começaram com os games há 15 ou 20 anos atrás para que a plataforma continue gerando desafios tão estimulantes quanto quando tinha 4 ou 5 anos, idade que muita gente que hoje está na faixa dos 25 começou. Gilberto da Silva, estudante de Engenharia da Computação na capital, é um deles. Diariamente ele passa em torno de três a seis horas em frente ao computador inserido no WOW (iniciais de Word of Warcraft). “Tu estás na Aliança ou da Orda? Que horas vai ‘heidar’? Quais são suas ‘Guildas’ favoritas? Conseguiu baixar o ‘adon’? Completou a ‘Quest’?” Essas são as frases ouvidas ao observá-lo jogar. Isso por que o jogo possui uma linguagem própria e é todo em inglês, o que faz com que, a primeira vista, seja bem complicado para um leigo compreender uma frase sequer.

Através da manutenção periódica da equipe de criação, o WOW possibilita que Gilberto, que está entre os mais avançados , tenha sempre novos desafios ou tarefas (quests) para se divertir. Ele enfrenta os chefões mais fortes, nos quais a complexidade dos ataques é muito elevada. “O jogo é difícil. Tem toda uma matemática envolvida em cada luta”, explica, tentando mostrar à repórter que cada um cumpre com a sua função de maneira minusciosamente pensada para que se consiga vencer. De qualquer forma, fica claro que as batalhas são levadas a sério por pelo menos 15 pessoas que jogam simultaneamente na mesma “guilda” (grupo), com um mesmo objetivo. A maioria tem entre 17 e 30 anos. As empresas do ramo estão começando a investir em intervenções comerciais nessas plataformas, colocando produtos a venda dentro das redes. Elas já estão sabendo que não estão lidando apenas com uma distração inocente.

Sites das maiores guildas (grupos de jogadores)
http://www.encidia.com
http://www.catalyst-guild.org

Site da perspectiva de uma menina sobre o jogo (um dos poucos em português)
http://www.wowgirl.com.br

Oficial
http://www.worldofwarcraft.com

Empresa que faz o jogo:
http://www.blizzard.com

Abaixo, algumas imagens do Avatar de Gilberto e da sua namorada, Samantha, os dois se encontram através da rede.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

poema de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ESSA É BOA



"Adoro este cara", diz Obama sobre Lula
Presidente americano se referiu ao brasileiro como o político mais popular da Terra

— Adoro este cara — disse nesta quinta o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao cumprimentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro dos líderes do G-20, em Londres, de forma descontraída.

Em conversa com o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, Obama se referiu a Lula como "o político mais popular da Terra"

— É porque ele é boa pinta — afirmou o presidente norte-americano.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Perdoar pra Renovar

Texto: Carlos Solano para revista Bons Fluídos

Impressionante... Dona Francisquinha, minha faxineira rezadeira, está sempre bem, forte e sacudida... “Sempre não, mas coincide...”, ela me diz, sorrindo até as orelhas. Qual a receita?, resolvi assuntar. E como a comadre não guarda se gredos... Contra solidão? “Visitar alguém, é claro”. Raiva? “É só cantar!” Medo? “Rezar para o Anjo da Guarda.” Contra melancolia e tristeza? “Goiabada com queijo!” Ela me diz, olhando de rabo de olho. Simples assim. Mas o melhor dessa prosa foi descobrir que o segredo principal de dona Francisca é perdoar. Só isso tudo... Foi com ela que eu aprendi como a casa pode se libertar do passado e acolher novas flores e amores. “Nós próprios somos os curadores divinos. É só respeitar a crença de cada um e, se todos têm fé e amor, pronto, está feito o milagre. É só confiar!”, me assegura a querida Francisquinha. Antes de mais nada, atraia uma Chuva de bênçãos, perdoando a si mesmo: “Que haja paz dentro de mim, que eu possa confiar no poder mais alto que é Deus, pois estou exatamente onde devo estar. Que seja feita a vontade de Deus, nosso Pai, que eu não me esqueça das possibilidades infinitas que nascem da fé, que eu possa usar as bênçãos que recebo e transmitir o amor que me é dado. Que eu possa sentir-me satisfeito sabendo que sou filho de Deus e, permita Senhor, que Sua presença esteja em meus gestos e dê à minha alma liberdade para cantar, dançar e se aquecer na Sua Luz, que está aqui para todos nós, amém!” Para perdoar o passado da casa e clarear a vida, use a Bênção da luz, fazendo o sinal da cruz na janela principal da moradia. “Vem santa Luzia, de noite e de dia, trazer-me essa luz, dos braços da cruz (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes). Se é nuvem pesada e de água formada, por Deus enxágüe e será derramada (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes). Vais ver que esta luz no Céu se produz (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes)!” Para perdoar os outros, de corpo e de alma, nada melhor do que os Banhos de frutas e flores. Contra pensamentos rancorosos ou depressivos, prepare um Banho de Maçã Vermelha, que desintoxica as emoções: deixe a maçã (cortada em quatro) em infusão na água bem quente por 20 minutos. Deixe o chá amornar, retire a maçã e jogue do pescoço para baixo, depois do banho normal de chuveiro, dizendo assim: “Libertai, Senhor, o meu coração”. Depois do banho, pode-se borrifar a casa com esse chá. “Quando vejo que alguém não sabe perdoar, logo digo que é preciso chamar o amor com nove flores de maria-sem-vergonha, de qualquer cor!” Continua a comadre. É só fazer o chá dessas flores, tão leves e soltas, e tomar três banhos em cada Lua nova, do pescoço para baixo, por três meses. Para reforçar, coloque um vasinho com a flor dentro de casa... Depois de perdoar, o que faz abrir os caminhos, é preciso atrair harmonia e fartura, pegando três galhos de manjericão na mão direita, rezando a casa com fé e agradecendo muito. Lembre-se do que diz dona Francisca: “Aquilo que é seu sempre buscará um caminho para chegar até você”. Para proteger a vida nova, esco lha uma planta de seu agrado, deixando o vaso na entrada do lugar. Pegue a chave da porta da frente, coloque dentro de um copo de água dizendo em voz alta: “Anjo guardião, envolva a minha casa com a sua proteção!” Deixe o copo dormir ao relento e, no dia seguinte, ao meio-dia, despeje a água no vaso, repetindo a invocação. Novo ano... Muitas vezes nos esforçamos, queremos o melhor, mas a graça almejada não se realiza... “Isso acontece porque existe uma dor bem escondida, fechando o caminho”, ensina a mestra dona Francisca. Portanto, antes de qualquer voto, ação ou decisão, é preciso perdoar. E comece por você. “Se perdoando, a graça divina é aproximada. Vamos liberar a dor... E virar uma flor!”, diz a sábia Francisquinha.

sábado, 17 de maio de 2008

Aulinha de Pesquisa

Pessoal,

no meu meio lidamos muito com pesquisas. Formais, informais, entrevistas, conversas, por telefone, pessoalmente, assistindo coisas, lendo, ouvindo, tudo é pesquisa de todos os tipos. Então quero deixar registradas aqui algumas observações de uma aula que tive com uma especialista na área (infelizmente vou ter que cometer a gafe de não divulgar o nome dela, esqueci), numa aula de jornalismo e literatura, um tipo de jornalismo que defente a apuração minuciosa e o fim do mito da busca da "verdade", da "imparcialidade" e de tudo o que procure retirar a subjetividade do escritor de um texto. Esses conceitos de alta apuração são fortemente trabalhados através da escrita de perfis, reportagens grandes, textos "Gonzo" (um dia explico)...Bem, lá vai.

A PESQUISA SOCIAL QAULITATIVA acontece através da coleta de dados, pesquisa e apuração, indo a fundo nesta coleta através da descrição densa pelo objeto de estudo (geralmente uma pessoa), feita através do uso determinado de uma entrevista pelo pesquisador. O resultado final é a história de vida, uma visão de trajetória, totalidade. Já a entrevista não é apenas uma conversa, mas uma conversa com propósitos determinados, é uma interação aonde o apurador tem objetivos a atingir, ele estabelece uma conversa com intenção. Tudo é intensão. A posição do jornalista ou pesquisador pressupões sempre dar a máxima voz ao outro, mas ele pode fazer isso de várias formas, dando maior ou menor voz ao outro, dependendo da sua técnica, objetivos e personalidade. Deixo o outro aflorar ou vou dirigindo suas colocações para onde quero?

Não só o que o entrevistado diz, mas sua gesticulação, seus olhares, sua recepção, sua forma de sentar-se, de portar-se, de agir, se fuma, se cruza as pernas, tudo isso importa. Se o entrevistado está falando a verdade é o que menos importa. O que ele expressa, sim, é a mina de ouro do estudante. A subjetividade deste sujeito deve se revelar. Uma biografia como resultado é o fruto de uma história de vida de alguém, uno. Contudo, um perfil é um trabalho macro, que nos remete a um grupo, a uma manifestação coletiva, como o documentário de Jorge Furtado, "Esta não é a minha vida", que conta a história da Noeli para contar a história do Brasil e do brasileiro.

Neste tipo de trabalho a altura, o quanto pesa, que dia nasceu, quantos irmãos tem, onde mora, qual escola estuda, o que come, o nome inteiro, que ônibus pega, se tem namorada, qual sua rotina, tudo isso importa, detalhes e detalhes. O cuidado é para evitar a espetacularização do ordinário e do comum, o que acontece muito em grandes empresas de jornalismo.

Tudo muito básico, mas muito importante

domingo, 4 de maio de 2008

Domingo

Olá,

hoje é domingo, um bom dia para filosofar um pouco...Eu estava vendo o documentário "Quem Somos Nós", dirigido por William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente. O filme relativiza todos os conceitos e leis sob as quais alicerçamos desde as nossas condutas mais sutís, como expressões e sentimentos, até a nossa rotina diária. A física quântica está descortinando visões de mundo inteiramente novas e negando as certezas da humanidade. Esse ramo da ciência estuda o mundo das possibilidades e o documentário dedica-se a mostrar que, diferente do que pensamos, a realidade, mesmo aquela que parece mais absolutamente verdadeira e imutável, está sujeita ao filtro do nosso cérebro. Para exemplificar isso, é usado como exemplo o fato de os índios que viviam no território brasileiro antes do descobrimento simplesmente não enchergarem as embarcações que já eram visíveis no horizonte pelo fato da completa inexistência deste acontecimento na sua vida. Então, essa é a prova de que cada um de nós cria o mundo em que vive. Na postagem abaixo eu coloquei o texto que fala sobre a relativização do tempo. O tempo é mais um exemplo de que nada é absoluto: o tempo pode se esticar ou reduzir-se conforme vivemos aquele período. Esta é a questão. Tudo é relativo. Podemos também linkar esta perspectiva com o conteúdo do livro O Segredo, que aborda o poder da mente na realização de objetivos. Na verdade, expandindo isto, chegamos na física quântica, que estuda isto a um nível atômico. O átomo, segundo os estudos, é uma partícula condensada com íons pairam, sumindo e aparecendo...Para onde eles vão? Inclusive o núcleo deste átomo, o que até hoje se pensava que fosse algo denso, some e aparece. Isto é revolucionário. A sugestão do filme é passarmos a olhar tudo a nossa volta, incluindo os objetos como mesas e cadeiras, com dúvida e, ao mesmo tempo, lembrando que no nível mais profundo possível, as particulas atômicas, somos todos iguais.

Tempo por Dulce Magalhães

Todo dia é dia...
O tempo é a ilusão mais presente em nossa vida. Acreditamos no tempo linear, em 24 horas, em um dia depois do outro. Porém, o tempo é apenas uma forma de ver a realidade. Já aconteceu de você esperar por alguém durante cinco minutos e parecer que se passaram horas? E o contrário, você já teve a sensação que um dia passou voando? Isso demonstra que o tempo depende da forma como o percebemos, não é uma constante, mas uma variável, que é influenciada e influencia nossa percepção. Tempo não é o espaço percorrido pelos ponteiros do relógio. Tempo é a forma como você vive este espaço. Assim, temos que compreender que o relógio, mais que marcar o tempo é um mensageiro, que nos informa a todo instante: menos um...menos um... E a passagem do tempo é irrelevante. O tempo passa para todos, para quem é feliz ou infeliz, para quem busca ou desiste, para quem sabe ou ignora. O importante não é o tempo que passa, mas a forma como você vive este tempo. A grande pergunta que nos pode orientar é - "Como viver este tempo que passa?" Isso vai definir a qualidade dos resultados de vida que estamos alcançando. No mais tudo é pura perda de tempo! Definir o que é prioridade, valor, princípios e sonhos. No mais é fazer valer.

Por Dulce Magalhães

FONTE:
Blog Almanaque do clic RBS